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Os projetos de pesquisa do LEPPsi: registros de 2026.1

  • Foto do escritor: Laboratório Psicologia
    Laboratório Psicologia
  • 21 de jun.
  • 6 min de leitura

Se o eixo “Percursos da escrita científica” registrou a face formativa do LEPPsi em 2026.1, são os projetos de pesquisa que constituem a coluna central do laboratório. É em torno deles que se organiza o trabalho contínuo de investigação, orientação e produção de conhecimento que dá sentido à existência do LEPPsi.

No modelo institucional adotado pelo laboratório, cada pesquisador(a) registra um projeto contínuo, vinculado a uma das duas linhas de pesquisa, capaz de acolher subprojetos e integrar estudantes de iniciação científica. Foi a partir desse desenho que, ao longo do primeiro semestre de 2026, os grupos começaram a se constituir.

Este post pretende, assim, registrar a memória de alguns desses primeiros passos, tornando visível o que vem sendo construído nos bastidores de algumas de nossas frentes de pesquisa em 2026.1.


Psicometria aplicada e inovação: construção de tecnologias de bem-estar e instrumentos de avaliação psicológica



Em relato enviado para este registro, o coordenador descreve assim os primeiros movimentos do seu grupo:


"Em maio deste ano, demos um passo fundamental com o início das atividades da nossa linha de pesquisa em Psicometria Aplicada e Inovação: Construção de Tecnologias de Bem-Estar e Instrumentos de Avaliação Psicológica. Como os resultados mais robustos na nossa área costumam demandar tempo, adotamos uma estratégia inicial dinâmica: cada integrante de Iniciação Científica assumiu um projeto focado no desenvolvimento de uma revisão integrativa, permitindo colher publicações de maneira mais ágil. Para sustentar esse ritmo, estabelecemos uma rotina de reuniões gerais mensais e encontros específicos sob demanda, garantindo um suporte próximo para sanar dúvidas pontuais de cada aluno.

O planejamento para o segundo semestre já está estruturado e promete ser intenso. Nosso cronograma inclui a submissão dos projetos de pesquisa ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), a apresentação das revisões integrativas em congressos da área e, logo após a aprovação do CEP, o início oficial das coletas de dados. Além disso, já temos agendado um curso de extensão sobre Introdução à Psicometria para enriquecer ainda mais nossa bagagem teórica. Olhando para essa trajetória recente, fica o registro do meu profundo orgulho: os alunos têm contribuído de maneira altamente significativa com os projetos, demonstrando um engajamento e uma dedicação que fazem toda a diferença na construção da nossa história científica."

— Dr. Ricardo Lima, coordenador do projeto


Entre os integrantes em iniciação científica, um relato registra esse início a partir da experiência de quem está dentro do grupo:


"Olá! Meu nome é Alan Silva, estudante de Psicologia da Universidade de Pernambuco (UPE) e aluno de iniciação científica pelo LEPPsi. A experiência no Laboratório está sendo enriquecedora e construtiva, levando em consideração principalmente dois aspectos proeminentes. Por um lado, apesar de eu ter experiência no âmbito da pesquisa, percebo que estou aprendendo significativamente a construir uma escrita científica mais robusta, trazendo à tona a integração de novos elementos que até então eu desconhecia e/ou não sabia como fazê-lo de uma forma mais complexificada. Por outro lado, essa processualidade foi somente possível graças ao compartilhamento de experiências entre pessoas engajadas nas propostas, além de contarmos com as orientações do Dr. Ricardo, o qual tem nos auxiliado substancialmente quanto à preparação e elaboração dos artigos. Assim, atualmente estou realizando uma revisão de literatura para uma possível articulação teórico-prática mediante a efetivação dos projetos. Espero continuar aprendendo e contribuindo para o avanço da ciência por meio de uma trajetória valorosa em constante desenvolvimento no LEPPsi."

— Alan Silva, graduando em Psicologia (UPE) e integrante do projeto em iniciação científica


Superdotação e Saúde Emocional


O grupo de estudos do projeto coordenado pela Me. Karen Cristine Rodrigues Monteiro começou a se reunir em 2026.1, em encontros voltados à interface entre as Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) e os processos de saúde emocional. As reuniões aproximaram estudantes de diferentes instituições em torno de leituras e da construção coletiva do tema.


Encontro on-line do grupo de estudos do projeto “Superdotação e Saúde Emocional” (2026.1).
Encontro on-line do grupo de estudos do projeto “Superdotação e Saúde Emocional” (2026.1).

Em junho de 2026, a discussão do projeto extrapolou os limites da FAINOR. A convite do Grupo de Pesquisa no Ensino de Geografia (GRUPEG/CNPq), a coordenadora ministrou na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) a palestra “Superdotação e Desenvolvimento Socioemocional”, voltada aos estudantes da graduação em Geografia matriculados na disciplina Estágio II, no quinto semestre. A atividade levou a pauta das Altas Habilidades/Superdotação a um público de outra instituição e de outra área de formação.


Palestra “Superdotação e Desenvolvimento Socioemocional”, ministrada na UESB a convite do GRUPEG/CNPq.
Palestra “Superdotação e Desenvolvimento Socioemocional”, ministrada na UESB a convite do GRUPEG/CNPq.
Karen com participantes da atividade na UESB.
Karen com participantes da atividade na UESB.

Entre as integrantes do grupo de estudos, um relato registra esse início a partir da experiência de quem participa dele:


"Sinto grande alegria em participar deste grupo de estudos sobre Altas Habilidades/Superdotação. A partir das minhas vivências com alunos que apresentam essas características, surgiram muitas inquietações que me motivaram a buscar mais conhecimento sobre o tema por meio de leituras e estudos.

O convite para integrar a este grupo reforçou em mim a certeza de que essa experiência proporcionará um crescimento significativo, tanto pessoal quanto profissional. Estar em um grupo de estudos representa uma valiosa oportunidade de trocas de saberes, reflexões e construção coletiva do conhecimento, além da possibilidade de disseminá-lo por meio de publicações.

Acredito que, quanto mais nos informamos e aprofundamos nossa compreensão sobre as Altas Habilidades/Superdotação, mais preparados nos tornamos para reconhecer, acolher e potencializar as capacidades dessas pessoas, contribuindo para seu pleno desenvolvimento. E esse é o meu maior objetivo."

— Jeania Soares Lima, integrante do grupo de estudos (UESB)


Representações sociais, drogas e processos psicossociais


O projeto coordenado pelo Prof. Dr. Janderson Carneiro de Oliveira deu seus primeiros passos em 2026.1, e eles coincidem, não por acaso, com uma das ações do eixo Percursos da escrita científica.

O curso “Projeto de Pesquisa em Psicologia: um enfoque qualitativo”, ministrado pelo próprio Janderson entre maio e junho de 2026 (cinco encontros presenciais, dez horas, às sextas-feiras), funcionou, na prática, como a etapa formativa inaugural do projeto. Vários de seus orientandos participaram do curso justamente com vistas ao desenvolvimento de suas próprias pesquisas, de modo que a ação foi o ponto de partida do próprio grupo de iniciação científica.

A ementa percorreu desde as bases epistemológicas da pesquisa em Psicologia até a estruturação completa de um projeto — formulação do problema e da pergunta-problema, definição de hipóteses e objetivos, construção do marco teórico-conceitual, métodos qualitativos (entrevistas, grupos focais, análise de conteúdo e método fenomenológico empírico) e princípios éticos da pesquisa. Não por acaso, ao fim do curso parte das(os) orientandas(os) já dispunham de esboço de projeto de pesquisa elaborado.


Encontros do curso “Projeto de Pesquisa em Psicologia: um enfoque qualitativo” (FAINOR, 2026.1).
Encontros do curso “Projeto de Pesquisa em Psicologia: um enfoque qualitativo” (FAINOR, 2026.1).

Uma das participantes do curso registrou assim esse ponto de partida:


"O curso Projeto de Pesquisa em Psicologia: Um Enfoque Qualitativo proporcionou uma ampliação do conhecimento sobre a escrita acadêmica e seus impactos, tanto no meio discente, quanto na sociedade em geral, demonstrando os passos para a construção de um bom texto, embasado cientificamente e bem elaborado. Além disso, foi um excelente ponto de partida para o grupo de iniciação científica, que será promovido pelo professor Janderson, ao qual tenho grandes expectativas de investigar os processos psicossociais e construir conhecimentos."

— Julia Silva Duarte, graduanda em Psicologia (FAINOR) e integrante do projeto


Memória da psicodinâmica em seus ecos psicanalíticos e integrativos

Coordenação: Me. Saulo Albert


O desenvolvimento deste projeto de pesquisa começou junto com o processo de criação do próprio LEPPsi. Assim sendo, a investigação sobre a memória da psicodinâmica vinha sendo formulada desde o final de 2025, e foi essa elaboração conceitual prévia que, mais tarde, encontrou no LEPPsi o enquadramento institucional para se organizar como projeto de pesquisa.

Um marco dessa trajetória é o artigo “Psicanálise ou psicodinâmica? A escolha da abordagem psicodinâmica como percurso ético-político do psicoterapeuta”, aceito para publicação em junho de 2026, pela ID on Line – Revista de Psicologia (Qualis B1). Esse texto oferece parte da base teórico-epistemológica do projeto: é nele que se delineia a psicodinâmica como campo situado na intersecção entre psicanálise, psicologia e movimentos integrativos — problema que este projeto de pesquisa retoma e desdobra em perspectiva arqueogenealógica e sociopsicológica.


Carta de aceite do artigo na ID on Line – Revista de Psicologia (junho de 2026).
Carta de aceite do artigo na ID on Line – Revista de Psicologia (junho de 2026).

Estruturado como projeto guarda-chuva, ele está aberto a subprojetos de iniciação científica articulados a conceitos psicanalíticos, psicodinâmicos e integrativos. O primeiro deles tem como discente Leandro Borri dos Santos (UNEX). Seu recorte, ainda em delimitação, volta-se às relações entre redes sociais, constituição do eu e imagem corporal, em leitura psicanalítica.


Slide de abertura da segunda reunião de orientação da iniciação científica.
Slide de abertura da segunda reunião de orientação da iniciação científica.

Os primeiros encontros de orientação concentraram-se nesse trabalho de alinhamento conceitual. O segundo deles, realizado em maio, percorreu a pergunta que dá nome ao artigo de base (“psicanálise ou psicodinâmica?”) como forma de situar o objeto do estudante no interior das disputas que o projeto investiga. Registrar esses movimentos é registrar o momento em que uma elaboração anterior ao laboratório passa a se organizar, dentro dele, como pesquisa e como orientação.


Reunidos, esses registros compõem parte do nosso ponto de partida. As frentes aqui apresentadas encontram-se em momentos distintos, porém complementares. E é nessa diversidade de ritmos que se pode ler o que significa, na prática, dar início a um laboratório de pesquisa. Assim sendo, o que esta memória de 2026.1 consolida é o começo de percursos que seguirão se desdobrando nos próximos semestres, à medida que os grupos amadureçam e a produção científica do LEPPsi tome forma.


 
 
 

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Laboratório vinculado ao Curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR).

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